"Imagine Niall Horan - Agente 028" Part. 2 (Final)

Niall POV
Se passaram sete meses depois daquilo tudo. Ela provavelmente seguiu sua vida e eu tentei o mesmo, mas o que circula em minha mente é seu sorriso, seu cheiro, seu abraço. Enfim, como decidi que seguiria minha vida, voltei a mesma rotina de antes. Show, avião, avião e show. Porém não essa semana, estou de "férias". No momento me "divirto" andando pelas ruas da velha Londres. Velha Londres, isso me lembra Demetria, que me lembra (SeuNome).
"Niall, esquece, esquece! Você nunca vai vê-la caramba!" -pensei.
Continuei andando. As ruas estavam movimentadas hoje, estava frio mas ninguém queria saber de ficar em casa. Havia pessoas por toda a calçada, menos do outro lado da rua. Apenas se encontrava uma garota dos cabelos enormes ali, e estava de frente para uma vitrine de roupas. Comecei a rir por um instante, aquilo era uma loja gótica, roupas pretas, sapatos pretos, tudo preto. Você pergunta "Qual seria o motivo das risadas?". Bom, a garota está com roupas coloridas o que me faz pensar onde fica a lógica. Continuei em meus passos até uma praça que não era nem um pouco grande, apenas com quatro bancos. Sentei pra me livrar do cansaço que a caminhada me trouxe e fiquei observando tudo e todos. Passado exatos sete minutos... "Não é aquela garota da loja gótica? -ri- É ela mesmo." Fiquei a observando até ela entrar na casa antiga em frente à praça.
Poucos minutos, poucos mesmo, a garota saiu com uma menor, cabelos curtos, era novinha. As mesmas se direcionaram para a praça, aliás, aos poucos brinquedos que lá haviam. A menor caminhava com dificuldade até a balança, e nela se sentou com a moça a empurrando. A garotinha não parava de falar alto e de gritar, o que me lembrava Demetria, até sua risada era parecida "Apenas sua imaginação Niall, imaginação" -minha mente perturbou. Vi que a minha privacidade havia se acabado e que elas não sairiam dali tão cedo. Peguei meu celular que estava no banco e me levantei e fui caminhando devagar para ir embora.
_Nossa! -a garotinha gritou e eu olhei pra trás por impulso, sua sandálinha havia saído e voado enquanto balançava. Me voltei pra frevre e continuei andando- Pega lá pra mim (SeuNome)! Vai lá!
Parei de andar. O que ela disse?... "Niall, não existe apenas ela com esse nome no mundo. E outra, Demetria é cadeirante. Tem razão." -pensamentos... Continuei a andar.
_Demetria, eu disse pra por um tênis, falei! -ouvi aquela voz conhecida há qualquer lugar do mundo-
Não pensei duas vezes para virar pra trás e vê-la ali. Ela estava abaixada para pegar a tal sandália, mas quando me viu ali parado, apenas há seis metros da mesma, paralisou igual a mim.  Tomei coragem para ver se tudo aquilo era real e dei um passo, do qual ela recuou. Ela deu um passo para trás com uma expressão deseaperada.
_(SeuNome)? -perguntei-

(SeuNome) POV
Fui dispensada da agência, tudo por culpa de Niall. Eu não tinha permissão de andar com ele pela floresta do quartel e por mais um motivo, o tirei da prisão. Coisas idiotas, mas o quartel leva a sério. Eu não trabalharia mais como agente, o que deixou minha mãe zangada então fui até o quartel pedir uma segunda chance.  Eles nos mandaram pra Londres para arrumar melhores condições de vida e trabalho. Ah é, te contei a novidade? Demetria voltou a andar, depois de anos de tratamento e de médicos dizendo que não havia mais jeito, hoje ela pode caminhar. Voltando a Londres... Sai da minha nova casa pra ir caminhar nos centros da velha cidade, passei em frente de múltiplas lojas e parei sem querer em uma loja gótica. Observei as roupas pretas e lembrei do meu antigo emprego. Eu não gostava, mas acabei me acostumando e curtindo a profissão. Olhei as horas e vi que minha mãe havia me pedido às quatro horas pra levar Demi pra brincar. Me apressei e fui até minha casa pra buscá-la. Saímos e atravessamos a rua da pracinha.
_Não corra, sabe que nem eu e nem mamãe aprovamos que você caia denovo.
Ela foi até a balança e a ajudei. Percebi que não estávamos à sós, um rapaz estava em um dos poucos bancos e distraído. Mas logo o mesmo saiu. A sandália de Demi se soltou e caiu pouco perto do banco de onde o rapaz havia saído e ela me pediu pra buscar. Assim fiz, mas quando olhei para cima, vi que não era apenas um rapaz, era Niall. Paralisei.
_(SeuNome)?
_N-iall? -dei um passo para trás-
_Vem aqui, eu senti sua falta. -seu sorriso era o maior que já vi em toda minha vida-
_Não... Niall, va-vai embora.
_Porque? Não sentiu minha falta? -ficou sério-
_A-gente não podia se encontrar. E-eu nem espe-rava...
_Eu estou aqui agora, vem me abraçar por favor... -fez cara de anjo, se possível-
_Não, a gente não pode ter... nada -fechei os olhos-
_Só um abraço, nada mais. Vamos! Como amigos -estava dando passos lentos até mim-
Sabe quando você fica indecisa entre ir ou não. Se aquilo te faria bem ou não. Se valeria a pena ou não. Está confusa do porque da minha confusão? Bom a questão é que eu estou doente de paixão por ele desde que ele disse do seu suposto amor por mim. De dez sonhos, oito eram com ele. Três dias antes da minha vinda pra Londres, eu disse a mim mesma que não tocaria nele se o encontrasse. Isso está custando meu coração pois a vontade de agarrá-lo não passa nem um instante. Você deve querer me dar um tapa e me mandar tomar vergonha, mas eu tenho medo de prejudicá-lo com os meus problemas. Niall é importante pra mim e eu quero mantê-lo longe dos perigos que eu causo. Não faz sentido pra você né? Fazer o que.
_(SeuNome), só um abraço pra matar a saudade.
Eu o deixei se aproximar, porém o meu consciente dizia "Não faça isso, caso contrário todo o esforço conquistado nesses últimos meses vão ser em vão!" Mas o que eu sentia era maior, era bom. Ele se aproximou mais e mais, até que chegou perto de mim e me apertou forte contra seu peito. Aquilo me esmagava completamente, mas não me importava.
_Morri de saudades desse cheiro -ele afundou a cabeça em meu pescoço- desse abraço -me apertou mais- seu sorriso.
_Eu senti falta de você Niall -eu mal acreditava no que dizia- de você.
_Serio? -ainda me abraçava forte- Isso é ótimo.
Ele me soltou e foi correndo pegar Demi no colo. Ele a girou, disse que estava linda e que estava feliz por ela estar andando. O incrível ato de nevar aconteceu e Demetria o chamou (sem minha permissão) para ir tomar um chocolate quente na minha casa.
_Vem (SeuNome)! -Demi gritou correndo junto com Niall-
Eles entraram antes de mim. Quando cheguei em casa minha mãe estava na cozinha fazendo algo que eu não me importava em descobrir.
_Mamãe! -Demi gritou- Eu trouxe Niall!
_Niall? -minha mãe se assustou- É um prazer conhecê-lo.
_O mesmo Sra. (SeuSobrenome).
_Pode se sentar, já já eu os sirvo.
Estranho. Minha mãe está sendo gentil com um cara que acabou de conhecer. Durante o café em que eles tomavam, fui para o meu quarto. Comecei a pensar no quanto eu havia me esforçado pra tirar ele da mente, mas olha...
Dormi.
No dia seguinte, acordei com dores no corpo inteiro. Óbvio, dormi de mal jeito. Sai da cama e fui até a cozinha e peguei uns biscoitos. As duas me olhavam sentadas no sofá, apenas me seguindo com os olhos.
_Filha, vem aqui. -Obedeci.
_De uma voltinha. -Demi pediu girando o dedo. E assim eu fiz.
_Você precisa de umas roupas, Demetria pega as chaves do carro.
_Está bem! -Correu.
_Mãe, eu não preciso disso!
_Fique quieta filha, claro que precisa.
Enfim, estava no shopping com aquelas loucas. Elas não me deixavam escolher roupas, apenas pagavam. Me colocaram dentro de um provador e me colocaram várias roupas. Passamos tempos naquilo, eu só queria ir embora, e assim fizemos depois que pagamos todas aquelas sacolas.
Chegando em casa, nos sentamos exaustas no sofá.
_Filha, pega uma das sacolas, vá para o seu quarto e vista um conjunto que você acha que combine, seja rápida. -Disse rápido e olhando para o relógio.
Assim eu fiz, achei um conjunto que parecia ter sido feito pra mim. Aproveitei e diz uma leve maquiagem e resolvi descer. Acho que eu poderia dizer que estava linda. Caminhei até a sala ajeitando a saia.
_Mãe, olha. Acho que ficou bom... -Olhei pra ela e encontrei Niall na porta.
_Oi... -Ele disse, estava todo arrumado.
_Oi -Eu disse tentando ignorar ele e aquela roupa perfeita que ele vestia- E aí, como eu fiquei mãe?
_Ficou ótima. Ah, e não volte tarde.
_An?
_Niall, cuidado onde põe essa mão! -Demi o advertiu.
_Do que estão falando?
_Do seu encontro com o Niall bobinha.
_Que encontro? Estão loucas?
_Filha, para de ser chata, você deve ter desconfiado por pelo menos um segundo.
_Tá, eu desconfiei mas o que vocês acharam? Que iriam me fazer sair com ele?
_Você não quer? -Niall perguntou.
_Não.
_Claro que quer! -Minha mãe praticamente gritou- (SeuNome), para de se limitar, dê uma chance a ele e se não for possível, dê uma chance à si mesma.
_Mãe, eu...
_Você sabe que deve, você sabe que quer. -Ela me interrompeu.
_Tudo bem... -Me rendi.
Elas levantaram as mãos em sinal de "Graças a Deus!". Niall ri, e saímos de casa. Espera, ele está de carro! Ele abriu a porta pra mim, o que me matou de vergonha. Eu entrei no carro quase surtando, isso porque parecia apenas o começo. Ele me levou à um restaurante, não era muito grande e nem muito chique, o que me fez gostar do lugar.  Entramos e sentamos em uma mesa pra dois, que já estava reservada.
_Como sabia? -O perguntei.
_Que você aceitaria vir? Não sei, apenas senti. Mas então, sentiu minha falta?
_Não muito. -Menti.
_Certeza? -Riu.
_Claro. -Menti de novo.
_Mas eu senti a sua. Parecia que nunca mas nos veríamos.
_Estamos aqui.
_Meus sentimentos não mudaram desde aquele dia. Só cresceram. Acho que essa distância só me ajudou a te querer mais.
_Niall, não precisa falar disso.
_Mas você sabe que é verdade, está nos meus olhos.

Niall POV
Ontem, eu e a mãe dela planejamos tudo isso. A Sr. (SeuSobrenome) me contou que ela chorou por quase uma semana sem sair do quarto, tudo porque eu disse que a amava. Me senti um pouco culpado mas depois intendi isso como um sinal para avançar. Quando chegou a hora, tiveram pouco esforço pra convencê-la a vir comigo e agora estamos aqui. Conversávamos e eu deixei claro novamente que a amava, porém ela não olhava nos meus olhos por nem um segundo. Eu queria olhar nos olhos dela, queria saber o que ela sentia quando eu dizia que meus sentimentos não mudaram em relação a ela, queria ver a reação dela aos meus toques mas ela não me olhava.
_(SeuNome), está tudo bem?
_Sim -ela disse olhando pra mesa.
_Olha pra mim.
_Eu estou olhando... -Ela ficava apenas três segundos mantendo o olhar, mas o meu a intimidava.
_Não, não está.
_Claro que estou!
_Está com medo não é?
_Você sabe que eu não tenho medo de nada! -Me olhou séria.
_Só de se apaixonar. (SeuNome), você sabe o que sente por mim, mas eu também quero descobrir.
_Eu não sinto... nada. -Se levantou e saiu do restaurante.
Corri atrás dela que pretendia ir a pé pra casa.
_Espera! -Eu gritava. Até que ela parou de andar e se virou.
_Você não respeita o meu espaço! Não dá pra entender que me apaixonar só me trás problemas?! Eu já disse, eu não sirvo pra isso!
_Serve pra mim! Isso é o suficiente.
_Você não sabe o que diz. Eu já estou sabendo que você pegou uma modelo! Vai dizer que foi por contrato?
_Claro que não, somos apenas amigos. Aquilo foi um grande mal entendido.
_EU sou apenas a sua amiga Niall.
_Isso é bom. Ser amigos antes de uma relação torna tudo mais fácil.
_Não iremos ter nada!
_Certeza? -Chegu mais perto, quero dizer, bem perto.
_Niall, o que você tá...
_Certeza mesmo? -Passei a mão em sua bochecha e ela fechou os olhos.
_Para, tira a mão de m...
_Não. -A puxei forte pela cintura- Você sempre ficou me devendo uma coisa que eu devo cobrar.
_Você é louco me solta! -Eu me aproximava lentamente.
_Achei que soubesse se soltar sozinha, você não foi a agente número um? Está sem forças? Por acaso eu achei seu ponto fraco? -Diminui o tom de voz gradativamente até parecer cochichar.
_Não, claro que não. -Eu realmente havia achado seu ponto fraco que eu nem imaginava existir.
_Então se solte. Estou prestes a chegar perto da sua boca. Se você não quiser, basta se soltar. -Me puxou pra mais perto.
_Niall para... -Sua voz saiu rouca sem querer.
_Está rouca? Foi o que ouvi? -Ri.
_Eu estou sem forças Niall, você está me apertando. Eu não quero seu beijo. -Falou de vagar.
_Não? Então pode me olhar nos meus olhos e dizer isso? -A desafiei.
Ela me olhou, mas começou a respirar rápido e eu sentia seu coração bater muito rápido. O meu fazia o mesmo, mas eu me controlava.
_E-eu não... n-não... -Gaguejava.
_Não o que? -Eu chegava mais perto, ela ficava entre olhar minha boca se aproximando ou meus olhos.
_Não me faça dizer isso...
_Porque?
_Porque eu quero.
Não precisei de mais nada, eu não iria esperá-la mudar de idéia. Eu a beijei e pude sentir sua vontade ser feita. Pelo que percebi, nós dois sempre esperamos por isso mas não sabíamos. Pedi uma passagem de língua e ela cedeu. Ficamos bastante tempo nisso até perdemos o fôlego e pararmos.
_Então? Consegui te convencer de passar o resto da sua vida comigo? -A perguntei rindo.
_Talvez -Ela riu comigo, eu sabia que aquilo era um sim disfarçado.
_Mas eu gostaria de fazer o pedido tradicionalmente... -Sorri- Você aceita namorar comigo?
Ela apenas acenou com a cabeça por vergonha me dando outro beijo em seguida.

Narrador POV
Foi aí que tudo começou, primeiro um beijo e depois o felizes para sempre. O que aconteceu depois? Bom, só um outro ponto de vista da história pra contar.

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Não sei, mas é possível eu fazer outra parte. Isso é um talvez...

-Dreamer :*

2 comentários:

  1. Por favor, Por favor, Por favor, continua? É uma da manhã e estou lendo sua história perfeita ><
    JuliaGonçalves @juugb1

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    Respostas
    1. Oii! Adorei saber que você gostou. Infelizmente, essa história já está definitivamente encerrada, mas eu já estou com planos para outras histórias com o Nini :)x

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Eu fico feliz quando vejo os comentários de vocês, isso me inspira! As vezes eu fico desanimada pra escrever porque parece que ninguém está lendo ou acompanhando as histórias. Então comente, eu realmente me importo com seus comentários! Obrigada :)x.