"Imagine Louis Tomlinson - Secretária ou Namorada?" Part. Única.

OBS: Quando a frase estiver em itálico, significa que os personagens estão falando em outra língua. Neste caso, em português.

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Mas um dia de cansaço nessa movimentada empresa. Meu expediente está quase no final. Sou a secretária do homem mais insuportável da face da terra, Louis Tomlinson.
_Srt. (SeuSobrenome)? -Johnny apareceu na cafeteria da empresa onde eu estava- Sr. Tomlinson perguntou o porque você está aqui e não no escritório dele?
_Acabei de sair de lá! -falei indignada.
_Não sei de nada, mas ele parece impaciente.
_Está bem, ja estou indo. -sai da cafeteria.
Aquele cretino está me enchendo cada dia mais, aposto que é por algum motivo mais inútil possível. Bati três vezes na porta dele e o mesmo me mandou entrar.
_Sr. Tomlinson, me chamou?
_Sim, mas eu esqueci o porque.
Eu fico imaginando a sorte que esse cara tem por eu não andar armada.
_O que? -tentei parecer calma e espero que tenha conseguido.
_Estou brincando. Se aproxime, preciso que assine esses papéis. -me entregou um monte que eu imaginava ter no mínimo duzentos papéis.
_Mas isso é muito, pode demorar horas. Eu tenho que sair com um cara hoje depois do expediente e... -perei de falar pois percebi que era informação de mais, e ele era meu chefe, não deveria estar sabendo de nada disso.
_Com quem vai sair? -ele se interessou.
_Dustin...
_O cara dos carimbos? Acredite, você não vai perder nada.
_Mas...
_Caneta azul, nada de assinar os papéis com caneta azul. Apenas preta. Você vai demorar então comece agora.
Levei os papéis para meu escritório pessoal e fiquei os assinando por duas horas e meia. Eu não deixava de xingar meu chefe por um instante, não sei de onde arrumava tantos xingamentos e eu não repetia nenhum. "Idiota, isso está no nome dele. Ele quem devia assinar essa droga. Vai ver esse burro não sabe escrever. Como ele consegue ser tão desprezível e cretino?". Isso era um exemplo das coisas que eu dizia. Depois que terminei, fui levar os papéis até a sala dele. Bati três vezes como de costume e ele não abriu. Mas três vezes e nada. Ele provavelmente não está, vou apenas deixar os papéis em sua mesa e sair. Abri a porta e fiz o que devia, porém quando estava saindo ouvi coisas desagradáveis vindo do banheiro do escritório: gemidos. Revirei os olhos e continuei até a minha sala. Sentei para descansar, ficava olhando minha sala. Era um ambiente agradável, me deixava calma ao entrar. Tenho certeza que era o escritório mais fofo daquela empresa. Enquanto eu pensava, Tomlinson entrou na sala.
_(SeuNome), você esqueceu de assinar um dos papéis. -me entregou.
Enquanto eu assinava, resolvi falar um pouco de irônias.
_Sr. Tomlinson, onde está sua gravata azul? Você estava com ela não?
_An... Eu tive que usá-la numa emergência.
_Ah, porque está com a camisa toda amassada?
_Fez parte da emergência.
_Ah... Eu imagino que deve ter sido muito sério pois fui na sua sala colocar os papéis na mesa e o senhor não estava lá. Mas acho melhor o senhor chamar o exterminador pois devem ter alguns ratos no banheiro do seu escritório. Nunca ouvi ratos fazerem tanto barulho daquela forma.
_Claro, ratos. -talvez ele sabia do que eu falava, ou não.
Ele saiu do escritório e eu me arrumei pra ir embora. Peguei o celular e liguei para Dustin.

-Alo?
-Dustin, vou chegar atrasada no encontro. Sr. Tomlinson me trancou aqui com um monte de papéis.
-Tudo bem, também estou ocupado. A gente se fala depois.
-Até mais.

Eu sai correndo pro elevador e fui pra casa tomar um banho. Depois que me arrumei, me sentei no sofá. A campainha tocou e eu atendi, vi Louis ali, me olhando.
_Oi -fez aquela expressão tosca.
_O que você q... quero dizer, É um prazer o receber aqui.
_Sei... Então, não vai me convidar para entrar?
_Claro! -dei espaço para o mesmo entrar.
_Precisamos conversar. -Ele se sentou no sofá.
_Sobre o que? -Sentei ao seu lado.
_Bom, eu viajo amanhã à tarde pra resolver negócios...
_Ah, boa viagem! -Eu disse sorrindo e por dentro estava agradecendo.
_E você vai junto.
_O QUE? -Me levantei do sofá sem me importar com o escândalo que eu aprontei.
_Você é a minha secretária e tem que ir junto.
_Mas eu não quero ir!
_Porém vai.
_E quem pode garantir?
_Os papéis que você assinou se auto permitindo viajar comigo.
_Você não...
_Não jogue a culpa em mim, eu apenas te entreguei os papéis, você devia ter lido.
_Tudo bem -Me rendi- quantos dias vamos ficar lá?
_Quinze dias. 
_O que?! -Gritei.
_Você vai gostar, é um lugar confortável.
_Ótimo -Ironizei- Vou ter que desmarcar todos os encontros com o Dustin. -Vi um sorriso aparecer no rosto de Tomlinson.
_Sinto muito, tchau. -Se levantou e saiu.
Eu não acredito, eu sempre leio a droga dos papéis, mas justo hoje eu tive que correr. O pior é que faltam quatro dias para o Natal, apesar que esse ano eu iria passar sozinha pois só folgaria na véspera e não teria tempo pra comprar as passagens e voltar para o meu país à tempo de ver minha família. Aquele homem me deixava louca, louca de raiva.
Acordei atrasada, peguei a primeira roupa que encontrei no guarda-roupa e fui para a empresa. Cliquei no número tão conhecido pelo meu indicador e o elevador subiu e me deixou no meu andar. A sala do Sr. Tomlinson ficava três depois da minha, agradeci mentalmente pela porta do mesmo estar fechada e ele não poder me ver chegar atrasada e descontar do meu salário. Abri a minha porta azul clarinha e entrei suspirando alívio.
_Não me lembro da última vez que chegou atrasada, faz muito tempo. -Sr. Tomlinson estava escorado em minha mesa de frente pra mim.
_B-bom dia. -Gaguejei sem querer.
_Que coisa feia, não pode dar mal exemplo... Você é a funcionaria do mês, pela sexta vez seguida. -Até parece né bonitão.
_Eu dormi depois do despertador. -Tentei me justificar.
_E o pior... -Fingiu não escutar o que eu havia dito- Veio de vestido.
Vamos esclarecer as coisas, desde o dia em que virei secretária do Tomlinson, não pude usar nem um tipo de saia. Não entendo o motivo já que Katherine, a mulher que estava com Louis no banheiro, vem com uma coisa que por ela é chamada de Micro-Saia.
_Foi a primeira coisa fácil de colocar que eu achei pra vestir Sr. Tomlinson.
_Odeio quando você vem com essas mini roupas.
_Isso é um vestido, e vai até meu joelho!
_Não chega até o joelho!
_Sr. Tomlinson, não precisamos discutir sobre isso.
_Então agora você não quer falar comigo?
_Não, ^eu só acho que não convém falar sobre isso.
_Tudo bem. É a última vez que eu permito! -Passou por mim e andou até a porta.
_Eu posso ver os papéis? -Mudei de assunto.
_Não, eu sei que você irá rasgá-los. -Advinhou.
_Está bem, então eu vou fazer o meu trabalho, com licença. -Dei a volta e sentei em minha cadeira colocando os óculos que estavam na mesa. Olhei por de cima dos óculos e ele ainda estava lá, encostado na porta com os braços cruzados apenas me observando.
_Algum problema?
_Não, pode continuar.
_Ok -Continuei assinando os papéis do contrato de um tal de James.
Ele provavelmente deve ter percebido que eu estava incomodada com aquele olhar em cima de mim e se retirou da sala.

Narrador POV
Obviamente Louis havia feito muito bem o trabalho de fazer a garota assinar aqueles papéis da viagem. Desde que ela virou sua secretária, há sete meses atrás, ele se encantou esquisitamente pelo jeito da moça.
Ela havia chegado atrasada por conta do cansaço, porém ele fez questão de esperá-la pacientemente enquanto mexia nos pertencente

s da moça. Eram delicados, porém divertidos. (SeuNome) é uma garota de vinte anos, já tem seu apartamento próprio, seu carro e uma perfeita maturidade. Louis sabia que dava muito trabalho para ela, não só trabalho de sua função de secretária, mas trabalho de uma babá. Ele gostava de chamar atenção dela, gostava de ouvir suas irônias, gostava do seu jeito inocente que tal vez não fosse tanto quanto pensava.
Enfim, as malas estavam prontas e ela apenas o esperava para partir à um destino que nem mesmo conhecia. Por mais que a jovem tentasse descobrir, Louis sempre dava a mesma desculpa: "Se eu disser, você não vai." Ela ficava nervosa, e diminuía cada vez mais sua vontade de ir.
_Tomlinson, para com esse mistério todo. -Ela reclamava enquanto esperava na fila do aeroporto.
_Já conversamos, não volto atrás. Só vou te contar quando achar que é certo.
_Arg -Reclamou novamente.
O homem apenas riu e continuou prestando atenção na fila. Estava frio, e havia uma pequena tempestade de neve do lado de fora.
Horas e horas depois dentro de um avião, chegaram em uma cidade simples.
_O que a gente faz aqui?
_Já você descobre.
Narrador OFF

Louis me irritou o vôo inteiro, acho que deviam aumentar o meu salário por aguentar um ser como ele. Chegamos em uma cidade da Inglaterra, o que adorei já que viemos de Boston. Pegamos um taxi e seguimos. Eu olhava pela janela e apenas observava os flocos de neve caindo sobre a cidade, por mais que tentasse, eu nunca me acostumaria com aquela beleza. Paramos em uma casa, havia um sobrenome na caixa de correio, porém não dava pra ver pois a neve cobria. Saímos do taxi e enquanto atravessávamos o jardim, me atrevi a perguntar:
_Tomlinson, aqui é onde trataremos dos negócios?
_Mais ou menos. -Continuou andando, parecia ansioso e nervoso.
Ele bateu na porta e ouvimos passos se aproximando até que uma mulher bonita abriu.
_Louis! -A mulher deu um sorriso enorme e o abraçou.- Que saudades!
_Também senti, mamãe.
Acho que nunca arregalei os olhos tanto quanto fiz. Olhei para o tapete que ficava em frente a porta e estava bem bordado aquele sobrenome, Tomlinson's. O que a gente fazia na casa dele?
_Que bom que veio! -Sra. Tomlinson me olhou com um belo sorriso no rosto- Louis falou muito de você, (SeuNome). -Frase típica. Não espera, ele falou sobre mim?
_Obrigada por lembrar Sra. Tomlinson. -Sorri e falei como se soubesse o que estava acontecendo. Eu não havia a conhecido até esse dia.
_Imagina. Meu bem, pode me chamar de Johanna.
_Ok.
Entramos na casa e pude ver quatro meninas assistindo TV, mas isso mudou quando viram Louis. Elas se levantaram e vieram pular nele. Depois daquela confusão toda, vieram me abraçar.
_Prazer, Charlotte.
_Oi, sou Felicite.
_Sou Daisy e essa é a Phoebe.
_Oi, eu sou (SeuNome). É bom conhecê-las.
Nós conversamos por um tempo considerável longo, mas o que eu realmente queria era encurralar Louis em uma parede e forçá-lo a explicar o porquê de eu estar aqui.
_(SeuNome), precisamos ir.
_Claro, aonde ficaremos?
_Em uma casa que aluguei a poucas quadras daqui.
_Tudo bem, vamos.
Nos despedimos educadamente de todos e fomos.
Enquanto andávamos, eu resolvi por as cartas na mesa.
_Pode ir falando Tomlinson, dessa você não me escapa.
_Droga, achei que tinha esquecido. Tudo bem então, vamos lá, vou ser direto. Eu acidentalmente acabei  fazendo minha mãe entender que estamos namorando sério.
_Como. É. Que. É? -Falei pausadamente incrédula.
_Mil desculpas, mas por eu ser um pouco mais velho ela achou que eu te namorava já que vivo falando do seu trabalho.
_E porque não disse a verdade?!
_Não queria chateá-la.
_Tá, mas como eu fico?
_Continua nesse status até eu arrumar uma solução.
_Como um homem da sua idade consegue ser tão imaturo?!
_Eu não sei. -Riu e parou de frente à casa que provavelmente era a nossa. Pelo que eu via por fora, era simples. Fomos até a porta e entramos.
_Tomlinson, que casa é essa? -Me espantei com o aconchego.
_A nossa. -Falou simplesmente.
_Eu não posso morar aqui. Sou uma pessoa simples, não me acostumaria.
_Tenta amor. -Me arrepiei com aquela palavra e olhei feio pra ele.- Não me olhe assim, temos que nos adaptar com isso.
_Tá legal. -girei os olhos.
_Agora vou te apresentar a casa: cozinha, sala, banheiro , seu escritório e o meu. -eram na mesma sala dividida ao meio com temas diferentes- e sem obviamente se esquecer do quarto.
_Lindo. Mas, e o meu? -sorri ansiosa.
_Ah claro. -fechou a porta do quarto e depois abriu de novo- Aqui está seu quarto! -Sorriu.
_Louis, não sou burra. Ai tem apenas uma cama de casal. Eu sei contar!
_Não é burra? -Riu baixo- Tudo bem então... -Saiu rindo.
_Louis, volta aqui! O que você quis dizer com... -Pensei- LOUIS EU NÃO VOU DORMIR COM VOCÊ!
_Não tenho nada contra de você dormir no chão! -Gritou da sala.
_Isso não está acontecendo comigo... -Falei a mim mesma.
_Está sim querida. -Louis gritou se intrometendo na minha conversa pessoal.
_Isso é frescura! -Pisei firme até a sala- Não era necessário dormir na mesma cama! -Parei em frente à Tv que ele assistia- Namorados não fazem isso!
_De que época você vem? É claro que fazem. Hoje em dia fazem até... -Fiz questão de interrompê-lo.
_JÁ ENTENDI! E fique bem claro que não faremos!
_Você quem sabe... -Riu.
Sai de sua frente e fui procurar toalha para o banho. Acabei achando uma no banheiro. Liguei o chuveiro e entrei me relaxando com a água quente. Eu odiava tomar banho no frio, mas me acostumei com o tempo. Depois de longos quinze minutos de baixo do chuveiro, sai e me tranquei no quarto. Coloquei uma roupa, e fui até o escritório pra ver se havia alguma mensagem dos meus primos. Havia uma de Alice, dizia que sentia minha falta e que o Natal nunca seria o mesmo sem mim e minhas piadas sem graça. Apenas sorria boba e mandei um email dizendo pra ela entrar no Skype oito horas de lá.
Fui até a cozinha e vi que Louis não estava mais na sala. Voltei para o quarto com meu Note e sentei na cama. Faltava pouco pras oito, então fiquei esperando ansiosamente que Alice entrava. De repente vi aquela bolinha verde no nickname dela, Alice_5612. Eu tampei a câmera com o dedo e cliquei para chamá-la. Apareceu aquele tão conhecido rosto, estava mais linda, muito linda.
_(SeuNome)! Tira o dedo da câmera! _Calma... -Ri e tirei com os olhos fechados. Estávamos falando português.
_Ai.Meu.Deus! -Arregalou os olhos.- Que casa linda é essa?! MÃE, VEM AQUI. A (SEUNOME) TÁ NO SKYPE!
_Alice, se acalma só não pira. Eu tô na Inglaterra.
_INGLATERRA!? Ta parei. Garota, como você foi parar aí? -Nessa altura todos já estavam na sala.
_Longa historia. Minha mãe tá aí?
_Não, a tia (SuaMãe) foi embora agora pouco. Mas voltando ao assunto, você viajou sozinha?
_Bom... Não exat...
_Amor -Louis apareceu no quarto- Que gritaria é essa? Tá assistindo um filme árabe?
_Não é nada, sai daqui! -Escondi o computador.
_Que voz é essa (SeuApelido)? - Alice fez expressão maliciosa.
_Amor, o que é isso? -Chegou mais perto e quase pegou o computador.
_Nada, já disse. Sai daqui! -Falei brava.
_Não! -Pegou o computador e apenas ouvi minha família inteira gritar.
_Ela tem um namorado mãe, liga pra tia e manda ela voltar aqui! -Alice gritou.
_Quem são esses amor? Que gente engraçada. -Começou a rir.
_Minha família. -Eu disse com a mão no rosto.
A irmã de Alice, Magda de vinte e três anos, traduzia tudo que falá-mos.
_Você não me contou que eram loucos. -Riu.
_Você não perguntou... -Dei uma desculpa esfarrapada.
_Gostei deles. Oi. -Acenou.
Como Alice nunca entenderia, deixou que Magda falasse com ele e depois traduzisse. Aquilo durou horas, Louis se divertia com eles e eles com Louis. Eu sabia que estava sobrando então fui cumprir minha vontade desde que cheguei aqui, dormir.

Louis POV
Eu conversei com a família dela por um bom tempo. Depois de nos divertirmos muito, nos despedimos pois lá já eram 1:47 da manhã, aqui eram 3:47 mas eu não me importava. Mas antes de desligarem pediram para ver a garotinha deles, mas eu disse que ela estava dormindo, então me mandaram dar um beijo de boa noite à ela. Desligaram e eu me voltei pra ela, que dormia toda encolhida por conta do frio. Cheguei mas perto de sua boca, mas pensei: "Não seria certo me aproveitar da situação." Então me direcionei à sua testa e a beijei seguido de um "Boa noite.". Deitei virado pra ela e sem perceber, ela se aconchegou em mim, seus pés estavam gelados, o que era estranho já que havia tempos que ela estava ali de baixo de quatro cobertores e com um aquecedor ligado. Acabamos dormindo daquela forma.
No dia seguinte acordamos da mesma forma, pelo que percebi não nos mexemos a noite inteira. Me levantei sem fazer barulho algum e me dirigi à cozinha pra fazer o café.

(SeuNome) POV
Eram 11:26 quando levantei. Acordei depois de Louis, fiquei me perguntando se ele havia dormido comigo pois não o vi deitar e nem se levantar daqui, mas minha dúvida foi embora quando senti seu cheiro no travesseiro ao lado. Fui até a cozinha vi o café pronto com um bilhete ao lado.
"Fui para casa da minha mãe, volto mais tarde".
Tomei meu café e fui para sala assistir a maratona de filmes que passava. O dia todo foi assim, filmes de comédia e chocolate quente. Era tarde quando Louis chegou, e eu provavelmente já era parte do sofá, já que apenas me levantei pra pegar comida.
_Olá. -Louis se sentou do meu lado.
_Oi. -Eu disse com os olhos vidrados na Tv.
_Chega disso por hoje. -Pegou o controle e desligou a Tv.
_Que isso, Jones ia pregar uma peça na Jackie! -Apontei pra Tv me referindo ao filme.
_Você deveria estar dormindo.
_Não, liga essa Tv! -Falei brava.
_Não seja má menina, amanhã é véspera de Natal. Quer ficar na lista de travessos do papai Noel? -Riu.
_Haha. -Ironizei- Liga a droga da Tv!
_Não. -Se levantou, pegou a mim me pondo nas costas e segurou minhas pernas pra não me deixar cair.
_LOUIS ME SOLTA! -Ele nem se preocupava em responder- IDIOTA!
Senti algo macio atingir minhas costas e percebi ser a cama onde ele me jogou.
_Agora você dorme, caso contrário te tranco aqui.
_Tá, para de me encher. -Me ajeitei pra dormir.
Ele riu e saiu do quarto. Eu não iria dormir tão cedo, por passar o dia inteiro na Tv, meus olhos ardiam. Depois de um tempo pensando na vida, ele entrou no quarto. Como eu não queria papo com aquele desprovido de inteligência, fingi dormir. Ele começou a falar, eu por momento acabei achando que ele havia descoberto minha farsa, mas vi que ele conversava sozinho.
_Louis, será que ela ficou brava por você chegar às 11:00 da noite? Óbvio que não. Mas então porque ela ainda estava acordada? Aquele filme nem tem graça! Será que achou que eu estava em uma noitada? Só falta. Ela não pode ir embora antes do Réveillon, se ir acaba tudo. É melhor eu segurar as pontas até lá.

"Do que esse doido tá falando? Deve estar com muito sono pra falar essas coisas." -pensei.

Ele se sentou do meu lado e ficou me olhando, eu não via mas sentia. Ele passou a mão em meus cabelos -meu ponto fraco- e depois passou pelas minhas bochechas que eu torcia pra não estarem coradas. Ele se deitou -bem próximo, devo dizer- e fechou os olhos. Eu sabia que ele não dormia, mas parecia respirar fundo à todo instante. Espera, ele está sentindo meu cheiro? Caramba, que estranho. Me virei propositalmente pro lado oposto ao dele pra dormir em paz, porém ele chegou mais perto passando o braço por mim, dando um tipo de abraço. Eu iria xingá-lo porém aquilo estava confortavelmente bom por causa do frio, então dormi sem perceber.
Quando resolvi acordar, Louis ainda estava na cama, me abraçando como ontem, porém acordado. Parecia se divertir com aquela cena
_Bom dia, amor. -Beijou minha bochecha.
_Não precisa me chamar assim aqui.
_Tenho que me acostumar a te chamar assim, e acho que você devia tentar também.
_Não obrigada. Louis, porque está me abraçado?
_Faz parte de "ser um casal feliz."
_Ok. -Me soltei pra me levantar.
_Cadê o meu beijo de bom dia?
_Pede pra alguém lá na rua. -Me levantei e sai do quarto pra tomar um banho. Aquele água deliciosamente quente do chuveiro caiu sobre meu pescoço relaxando meus músculos. Durante o banho eu lembrava dos toques de Louis durante a noite na qual eu acordava todas às horas por arrepios bons pelo tocar dele. Mais um arrepio me atingiu ao lembrar, lembrar daquele abraço que durou à noite interinha. Coloquei a mão no gancho da toalha e não a senti.
_LOUIS! -Gritei ainda no chuveiro.
_Oi? -Ele disse atrás da porta que se encontrava fechada quando chegou.
_Trás uma toalha?
_As toalhas estão na gaveta do criado mudo branco que está aí.
_Obrigada.
_De nada AMOR. -Pareceu fazer questão de dar ênfase naquela palavra.
Peguei a toalha e me troquei, em seguida sai do banheiro e fui para a biblioteca do escritório ler.
_Amor... -Louis apareceu, de novo.
_O que foi? -Tirei minha atenção do livro.
_O que vai me dar de Natal?
_É necessário alguma coisa?
_Sim.
_Vou te dar um beijo. De língua. -Brinquei.
_Oba! -Entrou na brincadeira e começou a dançar.
_Besta. -Ri.- E o que eu vou ganhar? _Surpresa...
_Odeio surpresas, conta vai!
_Não, nem pensar. -Riu e saiu.
O que eu posso dar de Natal pra ele? A gente vai passar o natal em uma festa da família dele e é óbvio que a "namorada" tem que dar um presente. Acho que vou dar um passeio pra ver se acho alguma coisa. Peguei meu casaco e sai. Eu andava, andava e andava. Estava ficando sem idéias, tudo que eu pensava era chato. Até que de repente parei em frente de uma loja de fotografias. Peguei meu celular, o olhei mesmo apagado, sorri e entrei. Eu tive uma idéia brilhante, nunca achei que daria tão certo. Mas além disso, eu teria que comprar mais um presente pra mais uma data especial.

Louis POV
(SeuNome) saiu sem avisar, o mais provável é que saiu para conhecer a  cidade. Aproveitei e sai pra comprar o presente dela em uma loja perto de casa. Entrei em uma loja de sapatos, foi a única coisa de última hora que encontrei. Durante a escolha, fiquei entre dois, então resolvi levá-los.
Fui pra casa e ela estava lá, então escondi o presente e fui me aprontar pra festa como ela fazia. Me vesti de forma simples, mas não anti-sociável. Apenas esperava que (SeuNome) não colocasse nada com um enorme decote, nunca dá pra saber, as vezes as secretárias quietas tem algo a esconder. Eu estava pronto, eram nove horas em ponto, ela terminava de se arrumar Á eu esperava ansioso no sofá, eu ainda não tinha a visto, estava só imaginando. Comecei a ouvir passos em direção à sala, e ela apareceu. Estava completamente perfeita, simples mas perfeita.
_Louis -Me tirou do transe.- Está muito frio? Será que devo levar meu sobretudo preto?
_Sim.
_Você acha que é simples demais? Muito feio?
_Não, está perfeito. -Sorri.
_Vai ser uma comemoração em família reservada ou uma festa?
_Festa em família, bastante gente. Roupa ótima pra ocasião. Vamos. -Falou rápido me puxando pra garagem onde estava um carro.
_Espera, tínhamos um carro?
_Sim, pode entrar. Estamos atrasados!
_Calma... -Eu disse já dentro do carro.
Louis era frescurento, a casa de sua mãe ficava à quatro quarteirões. Chegamos em frente e eu já via o movimento na casa através das cortinas claras. Descemos do carro e ele segurou minha mão direita e fomos até a porta. Charlotte nos recebeu e então podemos entrar. Várias moças mais velhas me cumprimentaram, diziam que eu era linda e que Louis era muito sortudo por me conquistar. Eu apenas ria, mal elas sabiam que eu ria de deboche por acharem que Louis poderia me conquistar.  Eu não larguei o braço dele por nenhum instante daquela festa. Conversei com várias pessoas, homens estão incluídos. Os primos de Louis eram lindos, tão lindos mas não quanto ele. Havia uma garota loira que não parava de me olhar feio, o que me fez querer voar nela.
_Louis, aquela garota loira à esquerda na mesa cinza, não olha agora, tá me olhando assim porque?
_Alissyn Jones, na cabeça dela, vamos nos casar, ter onze filhos e morar no castelo de Nárnia. Resumindo, não vai rolar.
_Que estranho. -Rimos.
Faltavam dois minutos pra meia noite, quase natal. Todos olhavam ansiosos pro relógio, loucos pela meia noite. Até que o ponteiro foi ao doze e todos começaram a gritar o que me fez rir. Depois de muita comemoração, alguém gritou "Hora dos presentes!". Todos nos sentamos, alguns em sofás outros em cadeiras. Vários presentes foram entregues e de repente...
_(SeuNome), pode ser a próxima? -Sra. Tomlinson me pediu.
_Claro. -Me levantei- Bom, eu trouxe dois presentes pra uma pessoa só. Um, pelo natal, e outro pelo aniversário que com certeza ele achou que eu esqueceria... -Olhei pra Louis e sorri- Mas eu não esqueci, certo Louis? -Sorrimos e ele se levantou vindo em minha direção.
_Eu não disse Boo, ela não ia se esquecer! -A mãe dele gritou.
Ele ficou envergonhado e surpreso, mas antes de pegar os presentes, ele me abraçou forte.
_Obrigado... -Cochichou.
_Disponha...
Me sentei. Era a vez dele, eu sinceramente não fazia idéia se o presente era pra mim, mas tudo bem.
_Então...Eu, como sempre, fiquei indeciso sobre o que comprar. A pessoa consegue ser chata e fofa ao mesmo tempo, mas eu continuo a amando. (SeuNome), amor, pode vir.
Sem querer eu ri um pouco alto, fui até lá e o abracei dizendo em voz normal:
_Obrigado meu príncipe.
_Disponha. -Me imitou cochichando e eu ri.
Depois de nós todos entregaram os presentes.
_Bom gente... -Uma moça ruiva e de uns quarenta anos falou- Vamos fazer uma coisa diferente esse natal. Em ordem, os que vieram vão abrir os presentes um na frente do outro e dizer o porque compraram e o que acharam.
Tão rapidamente chegou minha vez e a do Louis, tinham duas poltronas de frente à outra pra sentarmos.
_Abre você primeiro. -Louis pediu.
_Tudo bem... -Fui abrindo e vi que eram duas caixas pretas, o olhei e ri por ele ter ficado indeciso. Tirei as duas do embrulho, e abri a primeira. Era um salto, um belo salto preto. E depois abri o outro, era um Vans Cosmic Galaxy. Eu não sabia de qual havia gostado mais, meu sorriso era gigante e meus olhos brilhavam como nunca.
_Ai.Meu.Deus! -Falei o olhando- Amor, eu te amo. -Nem preciso dizer que ele se surpreendeu- Vai, sua vez.
_Tá. -Ele abriu rapidamente os dois de uma vez. Parecia ansioso, até que sorriu igual a mim. Ficou um tempo olhando as duas coisas ainda na caixa e continuava sorrindo.
_Eu também te amo. -Me olhou profundamente.
_Tudo bem gente. -A ruiva falou.- Mostrem. O que você ganhou (SeuNome)?
_Um salto e um tênis. -Os levantei.
_Gostou?
_Adorei! -Sorri.
_Que fofa. Louis, porque o salto alto e o tênis?
_Bom, ela usa bastante tênis, e poucos saltos. No armário dela, de dez sapatos nove são tênis, então eu não sabia o que escolher. O salto por ela não ter muitos ou o tênis por ela usar bastante.
_Ótimo. O que você ganhou Louis? Nos mostre.
No mesmo instante ele voltou a sorrir.
_Pelo aniversário, um iPod e de natal, uma foto. Mas não é uma simples foto, é a foto espontânea que nos obrigaram a tirar no dia que nos conhecemos. Nos odiávamos, mas havia uma garotinha tirando fotos e nos mandou fazer essa pose. E na moldura está escrito "De 15/01/**** até o Indeterminado", ou seja, se depender de mim, pra sempre. -Acabei sorrindo quase me emocionando, não sei porque.
_(SeuNome), porque do iPod? -A ruiva questionou.
_Sei que ele adora música. -Falei olhando diretamente à ele.
_E porque da foto?
_Porque eu não vou esquecer do dia em que nos conhecemos, foi o dia mais estranho da minha vida, mas valeu a pena. E também, porque Louis jogou em mim uma lata de tinta azul por que eu disse que o odiava, mas ele sabe que por mais que eu diga isso é mentira. Sempre foi, pois eu gostei dele desde que ele disse "Com licença moça, me chamo Jennifer.". -Rimos- Eu te amo sabia? -Nos levantamos e nos abraçamos.
Todos começaram a aplaudir e gritar: "Cadê o beijo? Cadê o beijo?"
No abraço, me escondi no pescoço dele de vergonha.
_Não gente. -Ele disse rindo- Ela é tímida.
_Parem de graça, se beijem logo! -Lottie gritou lá de trás.
Louis me afastou do seu pescoço, e me perguntou um inaudível "Posso?" e eu balancei a cabeça positivamente. Ele me beijou, um selinho pra ser exata, mas um selinho de dez segundos. Depois de tudo, saímos nós dois pra fora.
_Que bom que você foi verdadeira, apesar de algumas partes.
_O que? Tudo que eu disse ali foi verdade.
_Menos a parte de gostar de mim quando nos conhecemos.
_Claro que não! Eu gostava de você!
_Gostava? -Começou a rir- Então era por isso que você nunca chegava perto de mim?
_É! -Ri.
_Mas depois que virou minha secretária, começou a me odiar de verdade.
_Porque você acha isso?
_Sei lá, você usa alguns xingamentos pesados em relação a mim. Principalmente, cretino.
_Como você sabe?
_Câmeras. -Riu- Eu sempre me divirto com os seus insultos, são engraçados. Ri bastante da vez que você me xingou por te mandar assinar os papéis. "Idiota, isso está no nome dele. Ele quem devia assinar essa droga. Vai ver esse burro não sabe escrever. Como ele consegue ser tão desprezível e cretino?" -Disse imitando a minha voz.
_A é? -O desafiei- Bom, você não se esquece das minhas falas, mas eu ouço seus gemidos lá da minha sala, sei que você é o ratinho do banheiro. E também, por deixar a porta aberta, posso ouvir sua conversa por telefone com Benjamin. Em uma delas, alguém dizia: "Não vou deixar ela vir com nenhum tipo de saia, já pensou se eu não me responsabilizo pelos meus atos só por atacá-la! E outra, tem muito homem nessa empresa, não quero ver um olhando. E também tenho que parar de reparar nos decotes que ela usa, nunca presta olhar pra um decote!". -Imitei a voz dele.
_Eu nunca disse isso! -Falou vermelho.
_Você sabe que falou, e espero que o meu decote esteja bem tampado pra você não fazer besteira. -Ele ficou absurdamente vermelho. 
_Chega desse assunto!
_Você quem sabe. -Ri.
Passamos um enorme tempo sem conversar, apenas olhávamos a rua deserta.
_Espera... Você disse que tudo que você disse lá era verdade! -Começou a rir.
_E daí, porque está rindo?
_Você esqueceu dos "Eu te amo"?
_Caramba... -Olhei pra baixo pensativa- Leve pro lado bom, você é um bom amigo e eu te amo.
_Bom amigo? -Seu sorriso sumiu.- Pra você eu sou apenas um bom amigo?
_Não exatamente... -Tentei concertar a burrada em que me meti.
_Sou menos então? -Se afastou.
_Para de inventar coisas, você é especial!
_O especial que você chama de cretino quase todos os dias. -Foi sarcástico.
_É.
_Legal. Então se divirta aí. -Apontou pra onde eu me encontrava.
_Não, espera. Você entendeu errado!
Aquilo que eu disse havia tido um duplo sentido inocente. O que eu quis dizer é que mesmo eu o insultando de todas as formas, ainda o considero especial. Mas ele entendeu outra coisa, deve ter pensado que com a palavra especial eu quis dizer cretino. Droga de sarcasmo! Entrei pra dentro e ele estava entre várias pessoas sentado no sofá, ele tentava disfarçar sua expressão emburrada, mas eu via que estava chateado. A festa, pra mim, já tinha dado o que havia de dar, peguei meu sobretudo pra ir embora. Fui até o sofá que Louis ainda se encontrava e o avisei:
_Estou indo embora, estou vesga de sono. Até em casa.
Ele fingiu não escutar. Fui pra casa e me troquei pra dormir. Não estava nem um pouco afim de ver os emails do pessoal, iria ver apenas de manhã, isso se eu acordasse de manhã. Entrei no quarto e me deitei, com as luzes acesas por esquecimento.
_Droga, não vou me levantar! -Peguei uma almofada e ataquei no interruptor, mas atingiu o guarda roupa, que fez o barulho de algo caindo.
A minha coragem era tanta, que resolvi dormir assim mesmo, de luz acesa. Acordei no meio da noite por conta de um pesadelo bobo e ele não estava do meu lado, provavelmente estava na festa ainda. Me levantei pra tomar um copo de água então fui pra cozinha. Abri a geladeira, e ouvi algo se mexer na sala, sem hesitar fui pra lá. Me escondi atrás da parede e vi que era no sofá, não calma, é o Louis? Ele estava sem cobertas, encolhido pelo frio e pela falta de espaço do sofá.  Fui até lá.
_Ei, tá fazendo o que aí? -O balancei.
_An? -Falou todo confuso enquanto acordava.
_Vai, levanta daí! -Dei um tapa em seu braço.
_Não, o que você quer?
_Que você vá dormir na cama!
_Não vou dormir na mesma cama que você!
_Não é? Então eu vou dormir no sofá com você!
_O que? Porque? O sofá é pequeno demais!
_Primeiro, eu tive um pesadelo e segundo, ou o sofá minúsculo, ou a cama grande e confortável.
_Tá! -Se levantou todo mole.
Nos dirigimos para o quarto, apagamos a luz e deixamos o abajur. Ele se deitou primeiro, ele fez um sinal para que eu me deitasse e assim fiz. Ele me envolveu com os braços e me apertou um pouco, eu gostei pois me fez esquecer do pesadelo.
_Achei que estava bravo comigo... -Falei manhosa pelo sono.
_Eu estou.
_Então porque está me abraçando?
_Quer que eu solte? -Ameaçou.
_Não! -Falei rápido.
Acho que sem querer sua respiração quente foi ao meu pescoço me fazendo arrepiar e ele riu. Fingi não perceber e dormi.
No dia seguinte, acordei e ele me olhava, parecia observar cada detalhe simples do meu rosto. Estranho estarmos de frente para o outro, não dormimos assim. Quando ele percebeu que eu havia aberto os olhos, se assustou e disfarçou olhando pro teto.
_Bom dia. -Não obtive resposta- Feliz natal! -Beijei seu rosto.
Ele se assustou, mas de novo disfarçou.
_Feliz natal... -Falou ironicamente- Claro, muito feliz...
_O que você tem? Geralmente você não tira o sorriso do rosto .
_Eu tenho motivos.
_E qual é o seu motivo em? Só porque você interpretou errado as minhas palavras, vai jogar um foda-se pro natal e pro mundo inteiro? Qual é o seu problema?
_Interpretei errado? Você quem disse que eu sou um cretino! -Se levantou e foi em rumo a porta pra sair.
_Eu quis dizer que te considero mesmo dizendo aquelas coisas.
_Você me odeia, e nem me conhece de verdade! Como pode me considerar?! -Se virou e parou.
_Você foi a única pessoa que se importou em não me deixar passar o natal sozinha. Você pode negar que este foi o motivo, mas eu sei que foi. E eu te conheço sim, muito bem por sinal. Você gosta de cenouras, e por um estranho motivo sempre quis ter um chimpanzé. Já quis fugir de casa pra se juntar ao circo quando era menor, não pretende mudar seu jeito quando ficar mais velho, e já teve um amigo imaginário chamado Many.
_Como você sabe...?
_Uma vez quando estávamos em uma festa da empresa há quatro meses atrás, você bebeu demais e eu, por não saber onde você morava, tive que te levar pra minha casa. Fiz você tomar um banho gelado e depois se deitar pra dormir. Antes de eu apagar a luz do quarto de hóspedes você começou a contar histórias de quando era pequeno e me sentei para ouvir. Depois da sua história, você disse que mesmo sendo insuportavelmente chata, eu era a sua melhor amiga e a única que sabia sobre Many. Você me obrigou à cantar pra você dormir e a mexer no seu cabelo pra ajudar.
_Como eu não me lembro disso? Eu não acordei sóbrio na sua casa?
_Na verdade, às quatro da manhã, um amigo seu bateu na porta do meu apartamento e te levou pra casa.
_E você nunca me contou sobre isso?
_Claro que não, você poderia ter dito mentiras e eu ia parecer uma besta. Mas o que me impressionou foi que você me implorou pra ser sua melhor amiga.
_Eu realmente precisava.
_Não precisa mais?
_Sei lá.
_Olha, independente de você precisar ou não, eu sempre vou estar aqui. -Me levantei e sai do quarto.
Fui até a cozinha pra preparar o café, eu não estava com concentração pra isso mas preparei mesmo assim.

Louis POV
Em uma pequena discussão acabei descobrindo que ela sabia tudo sobre mim, até do mais íntimo. Depois que ela se retirou do quarto, fiquei pensando: "Como eu, bêbado, confiei nela pra contar sobre isso? Eu estar bêbado seria a melhor resposta, mas a questão é que eu bêbado, confio nas pessoas certas, por mais estranho isso que pareça.  Bêbados só dizem a verdade e se eu realmente estava certo, ela é a melhor pessoa pra ser amiga." -Pensei.
Fui até a sala e sentei de frente à lareira ligada, onde em cima estava a foto que ganhei de natal. Eu sorria toda vez que observava aquele olhar, aquele sorriso.
O dia inteiro se passou e não fizemos nada de importante em pleno natal. Ela ficou trancada no quarto o tempo todo enquanto eu lia um livro chato. Esses dias tem sido bons pra mim, dormir abraçado com ela é melhor do que eu imaginava. O cheiro dela é indescritívelmente bom. Mas o melhor de tudo é observá-la enquanto dorme, aquilo puxa a atenção por tanto tempo que vicia. Sabe, eu acho que talvez você mereça saber o motivo de eu trazer ela até aqui. Eu não menti sobre minha mãe achar que ela era minha namorada, eu realmente disse isso brincando, mas ela não entendeu como uma brincadeira.

FLASHBACK
_Opa, uma ligação da minha mãe.

"Oi mãe!"
"Oi querido, tudo bem?"
"Um pouco cheio do trabalho, mas continuo bem."
"As coisas vão indo bem?"
"Sim, mas e a senhora, está bem?"
"Estou ótima."
"Mãe, só um minuto..."

(SeuNome) havia chegado em minha sala, com alguns papéis.
_Com licença. -Ela pediu.
_Claro. -Cedi.
_Boas notícias... -Sorrimos.
_Quais?
_O processo milionário contra nós foi cancelado.
_Ah, isso é maravilhoso! Como fez isso?
_Eu tenho meus truques... -Riu e saiu da sala.
Peguei o celular e voltei a falar.

"Voltei."
"De quem era aquela voz Louis?" -Pude a ouvir rir.
"(SeuNome). Aquela garota que eu sempre falei, se lembra?"
"Louis, você só falou dela nesses últimos meses."
"É, uma ótima funcionária."
"Vocês têm alguma coisa Boo? Sabe, algum tipo de relacionamento? Sei lá, você fala de mais dela." -Percebi a ansiedade em sua voz.
"Claro mãe, somos namorados! Não existe amor maior que o nosso." -Fui irônico, mas acabei sorrindo.
"Você está em um relacionamento sério? Louis isso é ótimo, alegrou o meu dia! Eu achei que isso nunca ia acontecer depois que você terminou."
"Mãe, espera... Não, nada." -Tentei me concertar, mas percebi que ela poderia se chatear.
"Louis, esperei por muito tempo. Achei que depois de quatro anos você não havia superado. O melhor de tudo é que eu sempre gostei dessa moça sem ao menos conhecê-la..."
FLASHBACK OFF.

Eu juro que não era minha intenção, mesmo que eu gostasse da idéia. Sim, eu poderia dizer que tenho um sentimento considerávelmente forte por ela. Eu sinto isso desde aquele dia na festa da empresa, eu não sabia do porque, mas daquele dia em diante, eu me sentia bem só de vê-la em minha sala. E ontem, na festa de Natal, eu praticamente explodi por dentro só com aquele selinho. Eu juro que nunca senti algo assim com nenhuma garota.
_Louis, onde a gente vai passar o ano novo? -Ela apareceu na sala.
_Não sei. Pensei em irmos à um lugar no centro da cidade, lá os fogos de artifício são lindos.
_Só nós dois?
_É, mas sempre está cheio nessa data.
_Tudo bem. -Foi saindo.

Seis dias se passaram, era dia 31. Eu e ela não trocávamos palavra alguma, com exceção de "Bom dia", "Oi" ou "Está muito frio lá fora?". Não posso negar que fiquei bravo com a situação que nos encontrávamos, continuávamos dormindo juntos mas eu parecia um estranho pra ela. Já tentei reaproximação mas ela sempre da um jeito de me evitar. Eu sinceramente não sei o que fazer, até dos meus abraços de quando vamos dormir ela foge.
_(SeuNome), o que está acontecendo? -Cheguei em nosso quarto pedindo explicação.

(SeuNome) POV
Esses dias eu estava mexendo no guarda roupa, e lembrei daquele barulho de alguns dias a trás de algo caindo. Procurei na minha parte e nada, então fui para a parte do Louis. Procurei em todo o chão do guarda roupa e acabei encontrando uma caixinha de aliança. Sentei no chão e abri, eram duas. Olhei para o meu dedo e depois pras alianças. Meu dedo estava vazio.
_Droga! Agora eu sei porque ele nunca mencionou em usarmos aliança, ele tem namorada! Que droga, eu estou fazendo o papel da namorada falsa pra mãe dele só pra esconder a verdadeira que provavelmente ela vai reprovar. Que raiva, eu não estou afim de sair como vilã disso!
De repente sem querer comecei uma conversa com a minha consciência.

"Olha só o que você fez!"
"Que preocupação é essa? Já pensou que pode ser pra você?" "Consciência idiota, para de me iludir! Você disse que ele poderia gostar de mim e olha no que deu!"
"Você gosta dele."
"O que? Não gosto não!"
"Você consegue ser tão burra a ponto de achar que consegue enganar a si mesma. Eu sou você, eu sei o que sente quando chega perto dele."
"Não quer dizer nada... Tá eu gosto dele, mas eu vou fazer de tudo pra parar. E vê se não me impede!"
"Tá mas eu sei no que isso vai dar."

Peguei as alianças e joguei aonde estavam e fechei a porta do guarda roupa. Eu não sei como faria, mas eu o ignoraria por mais difícil que fosse. Me deitei e fechei os olhos pra dormir, eu sabia que ele chegaria no quarto logo já que era tarde da noite. Dito e feito, ele entrou no quarto e se deitou já me abraçando. Eu lutei muito contra mim, mas peguei o seu braço e o tirei de minha cintura me ajeitando pra dormir. Ele provavelmente ficou confuso mas tentei não me importar, como eu disse, tentei.
Depois de alguns dias, não nos falávamos mais, eu via a preocupação em seus olhos, doía. Eu estava lendo no meu quarto, quando ele chega.
_(SeuNome), o que está acontecendo?
_Como assim?
_Sem isso, você sabe do que estou falando. Dos abraços ignorados, das perguntas sem respostas, das brincadeiras que nem existem mais, da nossa comunicação que eu não sei onde foi parar...
_Sempre foi assim, nós que confundimos as coisas. Nós acabamos misturando os mundos. Esse é o seu mundo. -Fui apontando o dedo em direção à casa toda.- No meu mundo não tem luxo, no meu mundo não existem salas chiques com Tv's enormes. Eu não quero isso, entenda. -Peguei um casaco e fui em direção à porta.
_Aonde você vai?
_Comprar minhas passagens pra ir embora.
_Você não pode ir!
_Claro que posso. Pelo menos vou deixar você e ela em paz no seu mundo.
_O que? -Deixei ele sozinho ali.- Nao, espera! -O ouvi vir correndo em minha direção que já chegava na porta.
_Louis, não me atrasa! -Falei brava.
_Não, se acalma. -Parou na minha frente me fazendo parar.
_Sem drama e sem discurso por favor. -Tentei o empurrar pra sair da minha frente mas ele sem se mexeu.
_Passa o ano novo comigo? -Neguei com a cabeça- Por favor, olha, desde que me mudei pra Boston, passei todas as viradas do ano sozinho. E faz muito tempo que me mudei pra lá.
_Não foi por falta de opção, as garotas da empresa são loucas por você, era só escolher uma.
_Você sabe o que elas querem de mim e eu também sei. Você é uma garota simples e se dá bem com todo mundo, com exceção de mim, mas não é igual a elas.
_Quem garante que não sou?
_Sua personalidade e o seu caráter gritam isso.
_Louis, eu não sei...
_Pensa bem, você não devia deixar um cara sozinho no ano novo. Principalmente um cara que precisa de você.
_Que?
_Você sabe, minha vida é você quem controla. Você é a minha secretária, tem a minha agenda inteira nas mãos.
_Tudo bem Louis, eu fico. -Não sei exatamente o que aconteceu, mas ele me deu um abraço tão forte que eu nem poderia ter chances de escapar.

Louis POV
Parece que um peso saiu das minhas costas, minha mãe tinha razão, eu não podia esconder os sentimentos. Ah, falando nisso, hoje de manhã eu sai com ela e contei a verdade.

FLASHBACK
Eu não sabia o que fazer com a situação de (SeuNome), eu havia ligado pra minha mãe e nós dois fomos ao Starbucks conversar.
_Então Louis, o que é tão importante?
_Mãe, antes de tudo quero que me perdoe.
_Claro filho.
_(SeuNome) e eu não somos namorados de verdade.
_Porque? -Ela disse calma porém chateada.- Ela é a melhor garota que você podia achar, e eu percebi que você gosta dela.
_Mas a questão é que ela me odeia.
_O que? Impossível. O que você fez pra ela?
_Acho que sou o chefe mais insuportável da face da terra. Ela me odeia e eu nunca consigo fazer nada pra mudar isso.
_Vai por mim, ela não vai te odiar se demonstrar mais sentimento. Quando for falar com ela, não é necessário dizer um "Eu te amo" logo de cara, só diz o que tá lá no fundo.
_Mãe, não consigo reaproximação. Esses dias não estamos nos falando.
_Se eu te conheço bem, vai fazer algo para ela na virada do ano.
_Vou mesmo, mas espero que de certo.
_O que pensa em fazer?
_Bom... Acho que se eu....
FLASHBACK OFF

_Louis! -A olhei assustado- Estou te chamando à séculos. Vai se arrumar.
_Estou indo! -Corri pro quarto.
Demorei um pouco pensando lá dentro e depois fui me arrumar. De repente (SeuNome) Entra no quarto e me olha assustada. Eu vestia uma box preta apenas.
_Louis, o que custa trancar a porta? E se você estivesse pelado?!
_Se eu estivesse pelado você já teria me jogado ali. -Apontei para a cama e depois ri.
_Eu nunca faria isso! -Foi até o guarda roupa e pegou algumas coisas.
_Será? -Coloquei a mão na barra da cueca e ameacei abaixar.
_Louis, você é maluco. -Saiu do quarto, mas eu percebi que ria disfarçadamente.
Ri e continuei a me arrumar. Depois de uma hora fiquei pronto. Fui até a sala e pude a ver se admirando no enorme espelho.
_Não se preocupe, você está perfeita assim. -Ela se assustou pois não me viu chegar.
_Ah, obrigada. -Falou sem humor.- Não acredito que vou ter que sair nesse frio.
_Sem desculpas, vamos. -A puxei pela mão.
Ela estranhou um pouco, era a primeira vez que eu fazia isso. Fomos pro carro, e enquanto eu dirigia ela me olhava disfarçadamente de canto de olho. Quando nos aproximávamos do centro, ela olhava maravilhada por causa da neve estar sendo iluminada pelas luzes. Chegamos e saímos do carro.
_Aqui é lindo Louis. -Ela continuou olhando o lugar.
_É... -Aquele lugar me surpreendia a cada ano.
Levei ela até o centro do parque e ficamos em uma das várias casinhas que haviam ali. Dez minutos pra meia noite.
_Louis, porque está nervoso?
_Não estou nervoso. -Menti.
_Está tremendo.
_É o frio.
Continuamos olhando a movimentação de pessoas. Nunca achei que tantas pessoas estariam aqui hoje. Cinco minutos pra meia noite.
_Eu queria saber o verdadeiro motivo de eu estar aqui Louis. -Ela me olhou séria.- O motivo de dizer que você estava solitário não funcionou tanto quanto você pensa.
_Só digo que você não vai se arrepender.
_Você quem vai se arrepender se não me contar.
_Como assim?
_Eu vou embora.
_Não pode. Para de drama, o que custa ficar aqui? É quase ano novo, coopera pelo menos por uma vez! -A irritação estava em minha expressão.
_Não vai falar? Tudo bem. -Foi descendo as escadas da casinha.
_Espera! (SeuNome)... -A chamei mas ela não ligou. Eu vi que não teria outra forma a não ser contar.- Eu te amo... -Falei um pouco baixo.
Ela parou no último degrau e voltou andando rápido e brava até a mim.
_Não brinque com os sentimentos das pessoas, isso é idiota!
_Eu te amo... -Repeti.
_Louis, você é um cretino! -Quase gritou.
_Caramba, eu estou falando sério! Eu não parei de pensar um segundo em você desde que me beijou! Você não entende o que eu sinto quando nos abraçamos, você consegue me ignorar mesmo eu dizendo que você está perfeita em suas roupas, você consegue ser a pessoa mais irritante e irônica da terra comigo, só comigo! Porque só comigo?! Eu nunca te desrespeitei a ponto de te fazer merecer me odiar, eu nunca brinquei com os seus sentimentos e você tem coragem de dizer que eu sou o cretino da história?
_Sabe porque eu te ignoro? Porque amor não correspondido dói. Principalmente quando se sabe que tem alguém no seu lugar. Então me desculpe se eu sou cretina por tentar ignorar os comentários sobre as "gostosas" da empresa e me sentir inferior a cada adjetivo dado a elas. -Segurava firme as lágrimas com um olhar raivoso e decepcionante diretamente aos meus olhos- Perdão ferir os seus sentimentos mas é a verdade, Sr. Tomlinson. -Saiu.
_Espera. -A segurei pelo braço e ela fechou os olhos.- Me arrependo a cada segundo, porque eu sei que você é a melhor. Sempre tive medo de te dar um elogio e você me bater, mas eu juro que nunca disse um "Eu te amo" tão sincero quanto agora. Eu realmente te amo, quando eu ouvia você conversar com Britney sobre seu encontro com Brad, ia embora pra casa frustrado e com raiva. Entenda, cada vez que você me ignora é como se eu perdesse o meu bem mais precioso. Olha, se não acredita, veja o que eu te trouxe. -Mostrei as alianças a ela.
_Como é? -Arregalou os olhos.

(SeuNome) POV
Quando eu vi aquelas alianças, faltava pouco pra surtar.

"Eu não falei sua burra!"
"Cala boca consciência estúpida, eu já entendi."
"Você quem é a estúpida, ele disse 'Eu te amo' três vezes e você ainda não entendeu."
"Quem garante que ele está sendo sincero?"
"AS ALIANÇAS!"
"Para de me encher!"
"Acorda, ele tá te chamando aí!"

_(SeuNome), está tudo bem?
_Não é que... -Continuei pasma.
_"É que.. " o que?
_Eu não acredito que isso seja pra mim.
_Vamos lá, se permita tentar.
_Ok.
_Me dá a sua mão... -Pedi.
_Louis, estou começando a achar que eu não te mereço.
_Imagina se não. Você é perfeita. -Me olhou profundamente.- Olha, agora eu vou me ajoelhar...
_Ok... -Assim ele fez segurando minha mão.
_Nós sempre convivemos estranhamente bem, e eu um dia cheguei a me perguntar: "Porque não tentar?". Acabei me apaixonando por uma mulher insuportável que me xinga à cada cinco minutos, mas eu pensei, nós dois somos insuportáveis, quem seria melhor pra me aguentar? -Acabei rindo.- Mas a questão que você me prendeu em você e jogou a chave fora, ou seja, a culpa é sua por eu estar nessa situação de bobo apaixonado. Então por favor, não me decepcione... Então moça, você quer namorar comigo?
_Agora eu quero moço. -Sorrimos juntos.
Ele pegou um dos anéis, o menorzinho, e o colocou no meu dedo.
_Como você sabia o meu número? -Falei indignada.
_Você fala demais quando bebe. -Ele riu e se levantou.- Eu gostaria de fazer uma coisa que geralmente os casais fazem...
_O que?
_Beijar... -Falou sorrindo.
De repente, todos da praça começaram a fazer a contagem regressiva para romper o ano.
"10...9...8...7...6...5...4...3...2..."
Louis me puxou e me beijou, e sem delongas fogos de artifício estouravam no céu. Depois que me soltou, rimos juntos e voltamos a olhar o céu abraçados.
_Amor -Ele me chamou.
_Fala.
_Quando perguntarem a data do nosso namoro, vamos dizer dia 31 de dezembro ou dia 1 de janeiro?
_Sei lá, os dois.
_Dois presentes?
_Dois presentes...

28 comentários:

  1. Perfeitooo! O melhor q ja li!

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  2. Por favor, escreve mais, amei ler

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  3. espero q eu sonhei com esse imagine !! ficou per- fect !!

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  4. PORRA CARALHO EU TO TENDO UM AVC AQUI ME DESCULPEM VAMOS TENTAR DE NOVO CARA VOCÊ ULTRAPASSOU OS LIMITES QUE COISA MAIS LINDA

    #dvl

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  5. Aaa amei quando acabou eu surtei queria ler de novo kk eu queria que acontecese esso comigo e com louis kk

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  6. Chorei poooxa... prfto
    Xx viic

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  7. Ameeeeeei ♡♡♡♡♡♡♡

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  8. OMFJ!!! Serio, eu geralmente nao comento nem nada, mas eu precisei te parabenizar por esse imagine !!! TA PERFEEEITOOO!!!! EU AMEI DEMAAAIS!!! Tipo, eh mt fofo, nao tem um final clichezinho e novaments eh PERFEEEEECT!!!! JAMAAAAIS pare de escrever!!!
    Malikisses lindaaa!!! :))

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  9. Continua esse imagine gostei tanto q gostaria q tivesse uma continuação

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  10. Uma das minhas preferidas nunca me canso de ler vc sabe tato uhuuuuu!!!! i love u !!!

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  11. Parabéns vc me fez chorar demais, Que Perfeito esse imagine é sem dúvida o meu favorito. Ai Não consigo parar de chorar... Rsrs Muito Perfeito, Amei. parabéns lindo Imagine.

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  12. Imagine mais lindo que já li!!! Parabéns ♥♡♥♡♥

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  13. ESSE É O IMAGINE MAIS LINDO QUE EU JÁ LI, ME PERMITE COLOCAR NO WATTPAD, COM TODOS OS CRÉDITOS À VOCÊ, MOÇA? TÁ INCRÍVEL!

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    1. Obrigada... AI MEU CORAÇAUM DE MRS. TOMLINSON, JÁ COLOQUEI, se quiser ler meu perfil é Putz_Tomlinson

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  14. Sem dúvidas o melhor imagine q já li,parabéns e obrigada por me proporcionar uma leitura tão maravilhosa!

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  15. Nossa que perfeição, sinceramente eu amei amei amei é muito lindo :3

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  16. Hey esse imagine foi simplesmente o.melhor que eu já li é muito perfeito. Entåo eu queria falar com você, é porque eu estava pensando em fazer uma fanfic e quando eu li seu imagine eu pensei em fazer uma fanfic baseada nele, e se eu postasse sem falar com você, pensariam que era plágio, então eu queria pedir se eu posso fazer uma fanfic baseada no seu imagine, mas se você não aceitar tudo bem.
    Então é isso, qualquer coisa pode falar comigo, obrigada!

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  17. Que fofo,que lindo,que tudo amei não pare de escrever vc tem muito talento

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  18. aaaaaaaaaaaaaaaaah surtei , esta perfeito faz continuação !!!!! TA PERFEITO #louisgirl acho que quando eu dormir vou sonhar com teu imagine ahahahahahha continua pfv ta massa !!

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  19. OMG,que Imagine é esse?Karalhol(Sorry) Amr vc tem que escrever mais sério,nunca pare,vc é perfeita escrevendo,Faz Mais Imagines,esse foi tão surprendente

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  20. Caralhoooo Que PERFEITO PERFEITO Demais AMEIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII Ja Falei Que é PERFEITO?

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  21. O melhor do Loui que eu já li! Parabéns eu amei!!! 😍☺😄

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  22. Perf-fect.. �������� Ammeeeeeeiiiiiii

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  23. Lindo sinplismente perfeito esse foi o melhor que eu já li amei parabéns

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Eu fico feliz quando vejo os comentários de vocês, isso me inspira! As vezes eu fico desanimada pra escrever porque parece que ninguém está lendo ou acompanhando as histórias. Então comente, eu realmente me importo com seus comentários! Obrigada :)x.